Le Chega a reconnu ce mardi qu’il pourrait viabiliser les propositions du PS en matière de logement et a lancé un défi aux socialistes pour qu’ils approuvent les leurs, dans le cadre d’un « effort commun », tout en affirmant que les solutions à la crise doivent figurer dans le Budget de l’État.
En conférence de presse à l’Assemblée de la République, le président du Chega s’est montré disponible pour soutenir la proposition du PS visant à exonérer de plus-values la vente de maisons jusqu’à 300 000 euros, signe de bonne volonté, bien qu’il estime que cette mesure aura un impact résiduel.
Quant aos arrendatários, André Ventura considerou que « só há duas formas » de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: « Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS ».
« Il suffit de dire quelle est la solution; nous sommes disposés aux deux. Nous approuverons celle qui sera possible », a indiqué, précisant que le Chega « est ouvert » à trouver des solutions, mais elles doivent passer par le Budget de l’État ou « ne serviront à rien ».
« Ou conste do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas », argumentou.
Leadeur du Chega a appelé le PS à viabiliser les propositions du paquet annoncé par le Chega ce week-end, malgré qu’il ait de nouveau accusé le parti d’hypocrisie.
« Faites aussi votre part, allons-y pour aider à résoudre ce problème », desafiou.
Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que « seja uma coligação positiva » e um « esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas », porque « o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação ».
Le leader du Chega a également accusé le Gouvernement d’être « préoccupé en passant une image de dureté ‘cavaquista’ dans l’exercice du pouvoir » et d’avoir perdu « toute liaison avec les citoyens, toute empathie pour leurs problèmes ».
Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma « conversa aberta e franca » destinada encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que « não é com estas reuniões que se encontram soluções ».
« Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas », referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.
Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação « é apenas uma parcela da crise da habitação » porque « também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação ».
Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua « paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras ».